Uma Nova Ordem Económica Mundial está a chegar
Poucos terão anotado que ainda há poucos dias a China e o Japão acordaram entre si deixar de usar o dólar como moeda de comércio entre os dois países. Foi este acto «singelo» que deu início a uma Nova Ordem Económica Mundial.
Eu já o estava à espera - não sabia aonde iria começar, de que forma, nem quando. Mas, tal decisão é apenas-e-só o resultado lógico da «brincadeira» com que os americanos trataram a sua moeda - como se o seu povo e os outros povos do planeta fossem marionetas idiotas que tomassem o papel pintado «em dólares» como se fosse moeda; como se ele, por si-só, tivesse Valor.
É contra isso que os Alemães combatem; combateram quando tinham o marco e combatem agora defendendo o euro - e, com isso, respeitando o que de «muito sagrado» qualquer pessoa possui de Si: o Valor do seu trabalho convertido em moeda.
No fundo a brincadeira dos americanos acabava por ser semelhante à daqueles que, cinicamente, querem moeda própria para a poderem desvalorizar à vontade destruindo, assim, a Riqueza criada pelos trabalhadores, poupada na forma de moeda.
Ainda tive a esperança que o euro pudesse substituir o dólar, já que pelo menos este não era papel pintado. Todavia, o descalabro da economia Europeia e a solução adoptada de fotocopiar mais dinheiro, como se este fosse moeda, para resolver a Crise provocada pela estúpida, senão corrupta, Governação dos socialistas e sociais-democratas europeus, tornaram tal possibilidade impossível.
Os países e povos do planeta que, ainda que durante séculos tivessem sido «espremidos», ainda acreditavam na pojante e eficiente Cultura ocidentais; hoje, sabem que essa Cultura está a espernear de tão doente que está.
«Libertarem-se» dela de um momento para o outro é impossível, nem lhes interessa; mas, irem-se libertando progressivamente, inclusive para não se deixarem arrastar pela sua doença, é a melhor solução - e, sem dúvida, essa libertação começa precisamente por aí aonde a doença se propaga: a moeda.
Não duvido que este Movimento vai «pegar». Agora, foi a China e o Japão - e, só os dois já devem arrastar nesse «negócio» um terço da economia do planeta; mas, amanhã serão outros países.
Os sinos já devem tocar a rebate em Washington: se os países produtores de petróleo seguirem o exemplo, mesmo que ainda em acordos bilaterais, é «o fim» do dólar - e, já não há volta a dar. Foram-se as projecções de George Friedman em Os próximos 100 anos - uma previsão para o século XXI, foi-se o século da América.
Com isso não digo que os EUA «acabem», nem mesmo enquanto potência planetária. Mas, o abalo vai ser enorme: uma Nova Ordem Económica Mundial começará.
É evidente que um tal abalo, ainda mais se súbito, também não interessa aos outros países, mas o «estado» do dólar é tão deprimente que não lhes resta outra solução.
Por outro lado, também pode acontecer que, o acordo China-Japão, venha a pressionar
os EUA-Europa a criarem, com os países, uma moeda-de-troca Internacional - evitando assim a queda no CAOS das economias ocidentais, o que não é bom para ninguém.
E, aí sim, vamos ver as regras alemãs de gestão da moeda a serem re-tomadas para a gestão da nova moeda internacional - já que o descalabro do euro terá servido mais de exemplo à nova moeda do que a do dólar que, apesar da sua internacionalização, é a moeda de um País.
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