terça-feira, 10 de julho de 2012

Novas Oportunidades, e esta...

Quando ouvi falar em Novas Oportunidades fiquei «naturalmente» indignado - destruir o ensino em si-mesmo ou tornando-o uma inutilidade, como são as Novas Oportunidades, é o caminho para o Fim de um País. Bem..., o Fim já chegou; mais depressa do que pensava - e, as Novas Oportunidades ajudaram muito.
Vejam Sócrates e Relvas, e Armando Vara's. É que as Novas Oportunidades estenderam-se afinal às Universidades - e, vai daí, «os políticos» resolveram entrar nas Novas Oportunidades. Aliás, foram eles que as criaram para si-mesmos. Já há uns tempos que estamos a ser governados pelos Novos Oportunistas - e, digam lá se foram vocês que os escolheram (ainda que os tenham elegido)?
De facto, quem conhecia estes Senhores? Só mesmo os seus amigos; os que os escolheram para os meter à nossa frente para os termos-de-eleger. O resultado é este? Um País e um Povo arruinado; nós os mais velhos já pouco iremos «pagar», mas os nossos filhos e netos irão suportar a nossa estupidez e falta de coragem em afrontar uma bandidagem que há anos estava já bastante bem definida e evidente. Bem..., pelo menos os Novo Oportunistas garantiram o Futuro dos seus filhos e netos; até garantiram que uns milhões de pessoas «desapossadas» de tudo, não só os irão servir «servilmente» como terão de lhes agradecer terem o privilégio de os servir - somos nós os portugueses. Quem diria? A orgulhosa Nação dos 900 anos!

domingo, 8 de julho de 2012

Os compromissos são para se cumprir - disse o Primeiro Ministro

Há alguém que está contra isso? Será que quem colocou tal questão ao Primeiro-Ministro é tonto?
Penso que o Primeiro Ministro só olhou a parte que lhe interessa: os compromissos com as Empresas! Os compromissos para com os cidadãos portugueses, que inclusive continuam a pagar impostos para que devam continuar a ser assumidos pelo Estado para com eles, nem passa pela cabeça do Primeiro Ministro que sejam «compromisso».
Infelizmente, este tipo-de-resposta do Primeiro Ministro, que apenas só colhe o que é relativo aos «outros» e não aquilo que é relativo aos «cidadãos», mostra a Cultura das elites portuguesas - as mesmíssimas que colocaram o País nesta situação. É como se a Culpa fosse dos portugueses, confundindo o Estado e as responsabilidades do Estado como se fossem da responsabilidade dos cidadãos portugueses e, como tal, como se estes tivessem de pagar os compromissos daquele, abdicando dos seus.

A primeira questão que se coloca, é que o Estado não se confunde com os cidadãos - pelos menos em Portugal, isto está muito longe de acontecer. Como diz Medina Carreira, meia dúzia de indivíduos controlam os Partidos e, através destes, o Estado - por isso, o Primeiro Ministro está amarrado ao seu Vice, que no fundo foi quem o pôs lá. Hoje, é mais que evidente que o Estado está em roda-livre - e, para o tornar ainda mais Livre, acabaram com o sistema judicial, manietaram as polícias e, em geral, controlam a Informação (colocando ou não publicidade, ou fazendo encomendas maciças de exemplares para serem distribuídos gratuitamente em repartições públicas, empresas públicas ou em empresas amigas). Alguém conhece o deputado que o representa, a si e à sua região, no Parlamento? Não, não conhece! Mas, dizem que o Parlamento o representa. A realidade mostrar que se representam-se a si-mesmo.
Mas, como é que isso é possível? Porque os portugueses elegem, mas não escolhem quem elegem. Ou seja, os escolhidos são-no pelos que controlam os Partidos, e os eleitores só podem eleger entre os «escolhidos». Resultado: ninguém conhece os «escolhidos» nem os «eleitos» e, pior, o Estado não responde perante os cidadãos.

Foi esta dicotomia entre Estado-Partidos e Cidadãos que conduziu o País ao estado em que está. E como o Estado-Partidos não mudou, a única coisa que preocupa o Primeiro Ministro são os compromissos para com os «outros»; afinal, os compromissos para com os cidadãos não existem em sentido próprio, até porque os cidadãos estão aí para servir o Estado (e os Partidos), e não para este os servir.
A presente atitude do Tribunal Constitucional não altera nada - de certo modo, até é uma atitude irresponsável. O País está efectivamente numa Crise, na qual foi metida pelo Estado. A situação é excepcionalmente difícil; pretender preservar direitos adquiridos nesta fase, é repetir aquilo que a monarquia fez. Ou seja, ou a estrutura política muda ou, de facto, nada mudará - e, isso, porque é preciso atacar os problemas de outra perspectiva, numa perspectiva que nunca levaria o Primeiro Ministro a pensar que a sua afirmação: «os compromissos são para se cumprir», respondia à questão colocada. O Primeiro Ministro «nem Vê» (ainda assim o Tribunal Constitucional vê mais: pelo menos, vê o que está na Lei).