«Secretas»
O problema das «Secretas», não É o problemas de «as Secretas» - seria bom que fosse, pois estar-se-ia perante um problema que se esgotaria em si-mesmo, porque se confinaria em si-mesmo.
O problema das Secretas é um problema relativo à segurança do Estado e do País, em si-mesmos, é um problema relativo à própria Soberania de Portugal, relativo até à sua própria Existência. Potencialmente, o problema das Secretas vem colocar a possibilidade de forças «inimigas» a Portugal - e aos portugueses, enquanto «um Povo» - tomarem conta do seu Estado e, deste modo, do País sem que estes se apercebam. O problema das Secretas é a possibilidade da confirmação de «o bom general» de Sun Tzé: o melhor general é aquele que conquista um País se disparar um tiro.
Em geral, quando os Estados são «excessivamente» concentradores e monopolizadores, o risco das Secretas assumirem um papel dominante na condução de tais Estados é elevadíssimo. Pior ainda quando há um ponto-de-comando bem definido - e, incontestável e incontrolável; neste caso, torna-se sempre possível uma operação de tomada-de-poder dirigida «contra» tal ponto-de-controlo. Mesmo o controlo de um Primeiro-Ministro ou de um Presidente, ou de um ou mais partidos-de-Poder, não é tão eficaz como controlar «as Secretas» - já que estas, porque são secretas, estão longe do olhar-do-público, estão longe do escrutínio público, e até, das outras forças de Segurança.
O problema das Secretas, não é pois o problema das Secretas; é um problema de Soberania Nacional.
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